O governo está, mais uma vez, assumindo um ambicioso compromisso com o Fundo Monetário Internacional (FMI) de conter o déficit público operacional-- que exclui as correções monetária e cambial da dívida-- em 3,79% do PIB (Produto Interno Bruto), equivalentes a NCz$22,47 bilhões. Esta meta é inferior ao déficit de 1988, que chegou a 4,26% do PIB e, segundo o ministro do Planejamento, João Batista de Abreu, poderá ser reduzida para 3,5% do PIB. Este número considera a reestimativa de arrecadação tributária que está sendo feita em decorrência da indexação dos impostos ao BTNF (Bônus do Tesouro Nacional Fiscal). Para chegar à nova meta do déficit operacional, o governo adotou medidas, como a desvinculação dos benefícios da Previdência Social ao novo salário- mínimo e o aumento das contribuições, cortes de 12% nas despesas previstas no orçamento e nos investimentos de estatais, e ainda reviu o float-- despesas previstas para um ano, mas que só serão gastas no início de 1990. Ou seja, o próximo governo terá que pagar 2,29% do PIB-- cerca de NCz$13,5 bilhões-- de gastos feitos pelo atual governo, mas o ministro do Planejamento lembra que este "float" é um dos menores dos últimos anos (JB).