DIRETOR DA PF FALA SOBRE CONFLITOS NO CAMPO

A Igreja colabora com as ocupações de terra, as organizações
22412 internacionais exageram a dimensão dos fatos e a imprensa, muitas vezes,
22412 distorce as informações sobre conflitos agrários no Brasil. Este foi o teor do depoimento do diretor-geral da Polícia Federal, delegado Romeu Tuma, ao depor ontem na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado Federal que apura as causas dos conflitos pela posse da terra no país. Diante dos senadores, Romeu Tuma afirmou que a região, conhecida com o Bico do Papagaio-- sul do Pará e norte do Tocantins-- ainda é a área de maior incidência de conflitos, porque foi muito "politizada pelo PC do B na década de 70, ficando conhecida como Guerrilha do Araguaia". De acordo com levantamento preparado pela PF, e apresentado por Romeu Tuma, os conflitos se dão, principalmente, porque a CPT (Comissão Pastoral da Terra), ligada à Igreja, é bem organizada na região e, também, devido à influência da CUT (Central Única dos Trabalhadores). O delegado Romeu Tuma também reconheceu a existência de grupos paramilitares, que atuam sob a fachada de agências de vigilantes, principalmente no centro-oeste do país e, recentemente, em áreas estritamente rurais (JC).