EMPRESÁRIOS VÃO LEVAR PROPOSTAS AO CONGRESSO

O "Pacto Social" idealizado pelos 88 principais empresários do país, que estiveram reunidos anteontem na residência do também empresário Salvador Arena, em São Paulo, "deve ter força de lei". Somente dessa forma, segundo concluíram, seria possível tranquilizar a sociedade, assegurar a transição política e afastar a ameaça da hiperinflação. Os dirigentes de empresas dos setores industrial, financeiro, agrícola e do comércio aprovaram por aclamação a proposta para que seja eleito, por meio do Congresso Nacional, um interlocutor confiável para os credores da dívida externa brasileira. O programa proposto pelos empresários, que inclui o controle urgente do déficit público, tratamento adequado para o que chamaram de "consumismo histérico", o apaziguamento do temor dos poupadores "das expropriações patrimoniais" e a partilha do ônus do "Pacto Social" com os credores externos, está em telegrama enviado ontem ao presidente do Senado Federal, Nélson Carneiro (PMDB/RJ), à presidência da Câmara dos Deputados, líderes dos partidos e presidentes das comissões técnicas do Congresso. O documento foi assinado pelo presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato (O ESP).