FMI JÁ TEM PROPOSTA BRASILEIRA DE REDUZIR O DÉFICIT

O governo formalizou junto à missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) uma proposta para baixar o déficit público operacional em menos de meio ponto percentual, que passaria dos 4,26% do Produto Interno Bruto (PIB), em 1988, para 3,79% neste ano, de maneira a configurar algum esforço de ajustamento para segurar a inflação. A proposta-- que constará da carta de intenções se for aceita pelo chefe da Divisão do Atlântico, Thomas Reichmann-- inclui também a promessa de se assegurar neste ano um superávit primário (conceito que exclui os encargos das dívidas) de 0,64% do PIB. No ano passado, dependendo do critério de cálculo, este superávit chegou a 1,8% do PIB, embora não constasse do acordo com o FMI. Para limitar as necessidades de financiamento do setor público em NCz$22,43 bilhões, excluindo os efeitos das correções monetária e cambial, os governos estaduais e as prefeituras terão de reduzir seu déficit operacional para apenas 0,25% do PIB (NCz$1,48 bilhão). As empresas estatais, mantendo o mesmo nível de investimentos de 1988, registrariam um déficit de 1,12% (NCz$6,63 bilhões) (GM).