O ex-presidente do SERPRO, José Dion de Melo Teles, será processado por corrupção, utilização ilegal do dinheiro público e tráfico de influência, informou um assessor do presidente José Sarney. O ministro Dilson Funaro, da Fazenda, determinou ao novo presidente do SERPRO, Ricardo Sauer, a abertura de inquérito administrativo. Mais quatro escândalos estão sendo apurados. No caso do PROÁLCOOL, o despachante Antônio Lisboa Filho confirmou a emissão de notas fiscais frias em nome de 23 empresas e na Superintendência da Zona Franca de Manaus dois diretores foram substituídos. Já a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária apura internamente o desvio de US$1,5 milhão e, no Rio Grande do Sul, a polícia concluiu o inquérito sobre a fraude da farinha de trigo. Foram apuradas irregularidades de sonegação fiscal e crime contra a economia popular cometidas pelo Moinho Estrela, de Porto Alegre. Seu proprietário, Angelo Preto, é o único dos 49 indiciados que até agora confessou as irregularidades, comuns a 80 dos 81 moinhos gaúchos (JB) (O Globo).