A taxa de mortalidade infantil no Rio de Janeiro voltou a subir. Estudo conjunto da FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz) e Secretaria de Saúde do Estado mostra que o número de crianças mortas, por mil nascidas vivas, aumentou a partir de 1986, no Rio de Janeiro. Entre 1976 e 1985, essa taxa caiu de 47,4 para 25,9. Mas, em 1986, saltou para 32,4 crianças mortas por mil nascidas vivas. A deterioração da qualidade de vida da população e a crise econômica são apontadas pelo estudo como as principais razões para o aumento da taxa de mortalidade infantil. "Não houve melhoria nas condições de vida ou aumento no rendimento mensal das famílias do Grande Rio". "As dificuldades de alimentar e medicar as crianças continuam", afirma a médica Diana Maul, superintendente de Saúde Coletiva da Secretaria de Saúde. Das 7.107 mortes registradas em 1986, entre crianças menores de um ano, no Grande Rio, 230 (3,2%) ocorreram na Zona Sul carioca, enquanto 2.764 (38,9%) na Baixada Fluminense (JB).