Quando era governador do Estado de Alagoas, Fernando Collor de Mello, hoje candidato à Presidência da República pelo PRN, contratou sem concorrência pública a empresa de consultoria ZLC, dirigida pela economista Zélia Cardoso de Mello, atualmente uma de suas principais assessoras na elaboração de um programa de governo, através de processo de número 4.466/88. Assinado em 26 de maio de 1988, o contrato previa o pagamento de Cz$53,2 milhões, o que equivale hoje a cerca de US$500 mil pelo câmbio oficial, ou seja, NCz$625 mil. O contrato foi rescindido em abril deste ano, depois que Collor se candidatou, deixando o governo. O PDT está de posse destes documentos e pretende transformá-los numa arma na campanha eleitoral. O partido colocou advogados para entrar na Justiça, a fim de que Collor "devolva" o dinheiro, baseados no pressuposto de que a concorrência não poderia ser dispensada (FSP).