MINISTRO NÃO ACREDITA EM IRREGULARIDADES NA VENDA DE AÇÚCAR

O ministro do Desenvolvimento Industrial e Comércio, Roberto Cardoso Alves, disse ontem, no Rio de Janeiro, que não acredita que tenha havido irregularidades na exportação de 95,6 mil toneladas de açúcar pela Refinaria Amorim Primo, de Pernambuco, que conseguiu lucro de US$20 milhões, em vez de apenas refinar o produto para o IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool), responsável pela operação. Para o ministro, no caso de transferência ilegal de lucros do Estado para a iniciativa privada, "devem ir para a cadeia o representante do IAA e o da empresa que se beneficiou com a operação". O ministro disse que, se houve irregularidade, o assunto passa a ser criminal e deve ser tratado pela Polícia Federal. "Não tenho nem quero ter nada com isso", afirmou Roberto Cardoso Alves. O presidente do IAA, José Henrique Turner, disse que a operação não foi irregular, uma vez que a empresa pernambucana agiu com base em autorização concedida em caráter excepcional, por decisão do Ministério da Fazenda, em oito de março último (O ESP) (O Globo).