INTEGRALISTA DEPÕE E NEGA ACUSAÇÕES ANTERIORES

O presidente da Ação Integralista Brasileira (AIB), Anésio de Lara Campos Júnior, negou ontem ter acusado, em carta distribuída em São Paulo, o chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Sudeste, general Leone da Silva Lee, e o administrador de empresas Ney Mohn de serem responsáveis pela explosão da bomba que destruiu o Memorial 9 de Novembro, em Volta Redonda (RJ). Em depoimento na Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Campos disse que a destruição do alto-forno da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) foi um ato terrorista em resposta à destruição do Memorial. Em maio, o presidente da AIB enviou uma carta à Polícia Federal de São Paulo acusando Mohn. Em carta à imprensa, o presidente da Comissão de Ética da AIB, Jenyberto Pizzotti, diz que Anésio de Lara Campos e o chefe da entidade em São Paulo, Antônio Carlos Meirelles, estão, desde 30 de abril último, suspensos por tempo indeterminado dos cargos que ocupam (FSP).