A principal sessão de ontem da V Conferência Internacional sobre AIDS, que se realiza em Montreal (Canadá), abordou a transmissão da doença por gestantes portadoras do vírus da doença, o "HIV". Os registros assinalam 25 mil mulheres em 70 países afetados pela AIDS, representando 10% do total de doentes nos EUA, 12,2% na Europa, 50% na África e 3,5% na Austrália. A coordenadora do Centro de Estudos da AIDS de Montreal, Catherine Hankis, afirmou que o pior é não existir atualmente tratamento que possa ajudar a reduzir o índice de transmissão da mãe portadora ao feto. Aproximadamente 20% dos recém-nascidos de mães infectadas apresentam reações positivas ao teste de detecção da doença, indicando uma transmissão durante o processo de gestação. A AIDS infantil representa 9% de todos os casos na América Latina, 2,4% na Europa e 1,6% na América do Norte. Mais verbas para financiar novas descobertas, de drogas contra a AIDS não são mais o principal problema. Ao contrário, os medicamentos desenvolvidos nos últimos quatro anos são tantos, que os hospitais e centros de pesquisa responsáveis pelos testes e aprovação de novas terapias simplesmente não estão dando conta do trabalho, criando um gargalo burocrático que chega a atrasar a chegada de uma nova droga aos hospitais. As informações foram transmitidas ontem pelo diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, Daniel Hoth, durante a conferência de Montreal. Segundo ele, cerca de 60 novas drogas estão em testes, congestionando um sistema que não estava preparado para enfrentar em tão curto espaço de tempo um desafio com a pressa e a dimensão da AIDS (FSP) (O ESP).