Hoje, os professores municipais de São Paulo tentam fazer uma paralisação de 24 horas por um piso salarial de NCz$653,86 para uma jornada de 20 horas semanais e garantia de estabilidade para os comissionados. A primeira greve do funcionalismo municipal na administração da prefeita Luiza Erundina (PT) só atingiu ontem, parcialmente, o setor de saúde, segundo o Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais. O movimento foi decretado durante manifestação em frente à prefeitura anteontem, que ganhou caráter de assembléia. Estavam presentes cerca de 800 dos 110 mil servidores, segundo o sindicato da categoria. Os servidores reivindicam novas regras para a realização de concursos e a suspensão das demissões, decretadas em maio passado, de cerca de dois mil servidores reprovados em concursos promovidos pelo ex-prefeito Jânio Quadros. A prefeitura diz que não negocia a readmissão, e suspendeu 700 demissões no setor de saúde por tempo indeterminado (FSP).