O setor privado sairá prejudicado se o governo não reduzir o déficit público. A afirmação é do chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), Thomas Reichmann, que chegou ontem a Brasília para discutir as metas de desempenho da economia brasileira para este ano. Thoman Reichmann, ao contrário do que informou o Ministério da Fazenda, negou que o FMI vá avaliar as contas públicas com base no chamado déficit primário (que não inclui os custos da dívida pública nos gastos do governo). "Não há números mágicos, nem conceitos mágicos de déficit", disse ele, informando que fazem parte de sua pauta de discussão os diversos déficits do governo. Tradicionalmente, o FMI usa os conceitos de déficit operacional (que inclui os gastos com o serviço da dívida excluída a correção monetária) e nominal (que inclui o impacto da correção monetária nas contas do governo). "Se não houver aperto no setor público, o setor privado terá de se apertar", disse (FSP).