Para superar a crise econômica e mediante amplo entendimento, o presidente José Sarney acatará todas as decisões que forem tomadas pelo Congresso Nacional, como se governasse sob regime parlamentarista. Esta disposição foi transmitida ontem pelo líder do governo na Câmara dos Deputados, Luís Roberto Ponte (PMDB/RS), aos presidentes de 12 partidos políticos que se reuniram com o presidente do Senado Federal, Nélson Carneiro (PMDB/RJ), para discutir o pacto de entendimento nacional, proposto pelo presidenciável Roberto Freire (PCB). O primeiro acordo foi firmado e diz respeito à necessidade de se encontrar logo uma saída para a crise da Previdência Social. Também ficou acertado que os presidentes dos partidos irão consultar suas assessorias econômicas para tornar viáveis as medidas de emergência que serão apontadas pelos próprios políticos. Entre as medidas em discussão está a que limita os vencimentos do funcionalismo a 65% da receita da União e o reajuste trimestral de preços e tarifas. O presidente José Sarney aceita interromper a construção da Ferrovia Norte-Sul em troca da aprovação pelo Congresso Nacional da medida provisória no. 63, que desvincula do salário-mínimo os reajustes das pensões e aposentadorias pagas pela Previdência. O comentário foi feito pelo deputado Luís Roberto Ponte. Segundo ele, o presidente está disposto, ainda, a demitir ministros e extinguir ministérios, se for proposto pelo partidos como condição para aprovação da medida (O Globo) (FSP) (JB).