Em reunião ontem, em Brasília, na sede da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), na qual fez um relato de sua viagem pelo mundo buscando apoio para a Fundação Mata Virgem, o cantor inglês Sting ouviu o que não queria do presidente da FUNAI, Íris Pedro de Oliveira, e do ex-cacique e deputado federal Mário Juruna. Contrariando seus planos-- que previam uma ida ao Xingu dia oito--, o cantor soube de Íris que terá de se submeter a todos os trâmites burocráticos exigidos para o ingresso em área indígenas-- o que não ocorrera nas duas outras vezes em que esteve no Parque Nacional do Xingu. De Juruna, Sting recebeu acusações de que está se aproveitando da imagem do cacique Raoni e que não estaria interessado pela questão indígena. O presidente da FUNAI disse que a aplicação dos recursos arrecadados para a Fundação Mata Virgem-- cujo total não foi divulgado-- terá que passar pelo crivo de todas as lideranças indígenas. A Fundação, ainda não criada legalmente, tem como objetivo a criação de uma área única Caiapó, integrando cinco reservas ao norte do Mato Grosso do Sul e Pará, num total de 11,7 milhões de hectares. A prioridade será a transferência da aldeia de Raoni para outra área do Xingu, menos suscetível à malária (O Globo).