A denúncia de violações dos direitos humanos, dentro e fora da Igreja, a luta em favor do celibato opcional e a defesa da liberdade de expressão e da democratização das decisões civis e eclesiásticas são algumas das novas prioridades da Associação Rumos, divulgadas ontem em São Paulo. A entidade reúne padres casados, ex-religiosos e ex-seminaristas. O seu Conselho Consultivo definiu que a sua atuação não será mais baseada na volta dos ex-padres ao ministério eclesiástico tradicional nem apenas no apoio mútuo entre eles, passando a priorizar os direitos humanos. Segundo a associação, os padres casados no Brasil são cerca de três mil. Outras estatísticas oficiosas da Igreja citam a existência de pelo menos oito mil padres nesta situação no país (FSP).