As centrais sindicais não vão se envolver na campanha de sucessão ao presidente José Sarney. Suas lideranças sabem que é impossível obter o consenso dos filiados em torno de um candidato só. As preferências se dividem entre Luís Inácio da Silva (PT), Mário Covas (PSDB) e Leonel Brizola (PDT). Até agora, as entidades sequer formularam algum documento para rechear os programas de governo dos candidatos. Mas seus principais dirigentes já definiram as candidaturas que vão apoiar. "Não podemos envolver a central, senão a destruiremos", adverte o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e membro da Executiva Nacional do PT, Jair Meneghelli. Com cerca de 10% de seus sindicatos dirigidos por militantes do PDT, a CUT não pode apoiar "Lula" oficialmente. Apenas no 2o. turno, se a disputa ficar entre um candidato de esquerda e outro de direita, a central deve se definir claramente em favor da primeira candidatura. "Seja ela de quem for", acrescenta. Também por estes motivos a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) não vai apoiar qualquer partido. A entidade abriga simpatizantes do PSDB, PMDB, PCB, entre outros partidos (FSP).