BIRD ANUNCIA "LINHAS MESTRAS" DA ATUAÇÃO DA ENTIDADE

O presidente do Banco Mundial (BIRD), Barber Conable, anunciou ontem, em Washington (EUA), as "linhas mestras" da atuação da entidade em relação aos programas de redução da dívida externa propostos pelo "Plano Brady", do governo norte-americano. Pelas normas definidas pelo BIRD, um país poderá usar cerca de 25% dos empréstimos "setoriais" feitos pelo banco para operações de redução da dívida. Este crédito depende de programas de ajustamento interno que são monitorados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Ou seja, sem acordo com o FMI, um país não consegue créditos setoriais e, portanto, não será beneficiário de redução da dívida. O presidente do BIRD afirmou que a condição essencial dos programas de ajustamento exigidos pelo banco, em conjunto com o FMI, será a inclusão de medidas que "promovam a poupança e o investimento, o retorno da fuga de capital e que encoragem o investimento externo". Outra condição colocada por Barber Conable é que o país "demonstre uma clara necessidade para a redução da dívida como meio de atingir seus objetivos de desenvolvimento" (FSP).