As companhias internacionais de medicamentos estão deixando o Brasil em função da crise econômica vivida no país. Up John, Boehringer, Merck, Sharp & Dohme, Searle, Parke Davis, Mallinckrodt ou Rorer são alguns exemplos das cerca de 30 empresas estrangeiras de medicamentos que, nesta década, saíram da disputa direta no mercado nacional. A lista de filiais brasileiras vitimadas por decisão das matrizes pode ser engrossada também pelas norte-americanas Schering e Squibb. O presidente da ABIFARMA (Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica), Roberto Santucci, garante nunca ter visto "tamanho desânimo" no setor. "A metade dos laboratórios estrangeiros analisa a saída do país", afirma. "As matrizes preferem acabar com o problema que representa o mercado brasileiro", diz ele. Roberto Santucci exclui do rol de empresas que preparam malas a norte- americana Abbot, que preside no Brasil, embora lembre que a filial fechou 1988 com US$2,5 milhões de prejuízos e, em 1989, já contabilizou mais US$1 milhão na mesma coluna (O ESP).