A área econômica do governo brasileiro não contará com o apoio essencial do Fundo Monetário Internacional (FMI) para participar dos programas de redução de dívida externa pelos princípios do "Plano Brady", do governo norte-americano. Segundo as informações, se o governo apresentar ao Fundo uma meta de déficit público superior à do ano passado para fechar um acordo este ano com a entidade, isto não será considerado um "programa de ajustamento econômico forte", condição essencial para o apoio do FMI. Com o "Plano Verão", além de outros fatores, o governo brasileiro acabou por estourar a meta acertada com o Fundo de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para o déficit público deste ano. Ainda de acordo com as informações, a previsão para o déficit público de 1989 está em torno de 7% do PIB (FSP).