A inflação de maio medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) chegou a 9,94%. Com isso, a caderneta de poupança renderá em maio 10,4897%. A inflação nos cinco primeiros meses do ano já alcança 120,80%, e, nos últimos 12 meses, 918,88%. Com a inflação de maio, os trabalhadores que recebem até três salários-mínimos terão reposição de 26,67% sobre os salários de junho. O mesmo percentual corrigirá os ganhos de junho dos trabalhadores que recebem de três a 20 salários-mínimos e têm dissídio coletivo nos meses de junho, setembro, dezembro e março. Os demais terão apenas 9,91% de reajuste, relativos à inflação de fevereiro e março. Foi a seguinte a variação por grupo de produtos: alimentação (10,05%), habitação (5,51%), artigos de residência (16,84%), vestuário (20,47%), transporte e comunicação (10,03%), saúde e cuidados pessoais (3,69%) e despesas pessoais (6,67%). Por região metropolitana pesquisada, a variação do IPC foi a seguinte: Belém (PA), 15,78%; Fortaleza (CE), 10,03%; Recife (PE), 8,97%; Salvador (BA), 11,33%; Belo Horizonte (MG), 8,62%; Rio de Janeiro (RJ), 10,34%; São Paulo (SP), 10,08%; Curitiba (PR), 10,02%; Porto Alegre (RS), 7,46%; e Brasília (DF), 7,77% (FSP) (JB).