Os banqueiros norte-americanos entraram na corrida presidencial brasileira e estão negociando com os assessores econômicos dos candidatos Leonel Brizola (PDT) e Mário Covas (PSDB), numa tentativa de evitar uma radicalização na relação com os bancos depois da eleição de novembro. Os credores, segundo disse, em Nova Iorque, um banqueiro integrante do comitê assessor dos bancos, estão inqueitos com a situação econômica do Brasil, não confiam mais no governo Sarney e querem ganhar tempo até que o quadro das eleições se defina. O candidato do PT, Luís Inácio da Silva, que um outro banqueiro qualificou de "radical", foi descartado pelo bancos porque não têm a menor chance de ganhar. Ulysses Guimarães (PMDB) foi classificado como "candidato de muito pouca chance" (JB).