Legistas do Instituto de Medicina Legal de Boa Vista (RR) calculam que, este ano, já necropsaram cerca de 100 corpos e a maioria dos mortos, vítimas de homicídios, tinha ligações com o garimpo. A corrida do ouro, que começou em Roraima em 1987, já produziu mais de 300 mortes entre assassinatos, desastres de aviões e deslizamentos de barreiras em encostas de serras. Nos setores responsáveis pela segurança pública em Roraima, não há nenhum plano para conter a violência crescente nas regiões de exploração de ouro. Até o início deste ano, a Polícia Militar mantinha pelotões em pontos estratégicos dos garimpos. Mas os soldados foram recolhidos à capital, que também tem deficiência de pessoal na área de segurança (JB).