Um estudo concluído esta semana por técnicos do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) e pesquisadores da UFPA (Universidade Federal do Pará) considera que a Amazônia está vivendo "uma tragédia silenciosa", em consequência do uso indiscriminado de mercúrio em suas áreas de garimpo. O grupo coletou, nos últimos meses, 641 amostras de material contaminado por mercúrio (cabelo, sangue, urina, solo, sedimento, água e peixe), em níveis acima dos toleráveis pela OMS (Organização Mundial de Saúde). De acordo com os relatórios, os 600 mil garimpeiros da Amazônia utilizam para cada grama de ouro dois gramas de mercúrio. Entre 1980 e 1988, a produção real de ouro no Brasil atingiu 900 toneladas, provocando o lançamento de 1,8 mil toneladas de mercúrio sob a forma de vapor na atmosfera. A queima desse mercúrio contaminou garimpeiros e o meio ambiente ao redor (FSP).