MINISTRO ACUSA SHELL E IPIRANGA NO CASO DO POLIPROPILENO

Em pronunciamento feito ontem à noite em cadeia nacional de rádio e TV, o ministro do Desenvolvimento Industrial e Comércio, Roberto Cardoso Alves, acusou a Shell do Brasil e o sr. João Pedro Gouveia Vieira, controlador do Grupo Ipiranga-- e pai do secretário de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro, Jorge Gouveia-- de se colocarem como os principais prejudicados com a aprovação da fábrica de polipropileno no Município de Capuava (SP). Os dois grupos formaram a empresa Braspol, que teve um projeto de uma fábrica de polipropileno aprovado, em novembro de 1987, para ser instalada no Município de Duque de Caxias (RJ). O ministro afirmou que os grupos alegam, além de prejuízos, falta de matéria-prima para instalação da fábrica da Braspol. Admitiu que este risco existe, mas que a culpa não é do seu Ministério, mas sim dos proprietários da empresa. Roberto Cardoso Alves repetiu sua interpretação de que a fábrica de polipropileno aprovada para a Poliolefinas, em São Paulo, não prejudica o Pólo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro. Ele lembrou que o Pólo do RJ foi lançado em abril passado pelo presidente José Sarney e que o projeto da Braspol, aprovado em 1987, não tem, portanto, nada a ver com o empreendimento (O Globo).