Os astrônomos norte-americanos querem construir o maior radiotelescópio do mundo no Hemisfério Sul, e gostariam de fazê-lo no Brasil, usando, para isso, recursos provenientes da conversão de parte da dívida externa brasileira. Riccardo Giovanelli, diretor do Observatório de Arecibo, em Porto Rico, onde fica o maior radiotelescópio atualmente existente, veio ao Brasil para participar da Conferência sobre Estruturas Galáticas que começou ontem no Rio de Janeiro. Ele trouxe um resumo do projeto que será encaminhado à Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia. A idéia, segundo explicou, é financiar o projeto através da conversão da dívida externa. Por esse sistema, a antena gigante para ouvir o Universo custaria entre US$15 milhões e US$20 milhões. Um consórcio internacional reunindo instituições científicas de três ou quatro países seria formado. Esse consórcio reuniria uma soma de US$10 milhões que seria usada para comprar títulos da dívida brasileira pertencentes aos bancos estrangeiros. Esses títulos seriam então convertidos em dinheiro brasileiro para financiar as obras de construção da antena no Brasil (JB).