G-8 RECUSA INCLUSÃO DE ECOLOGIA EM REDUÇÃO DAS DÍVIDAS

Os países do "Grupo dos Oito" (G-8)-- Brasil, México, Argentina, Peru, Colômbia, Venezuela e Uruguai, o Panamá está suspenso-- não aceitam a inclusão de cláusulas relacionadas à preservação do meio ambiente nos programas de redução de sua dívida externa, como o "Plano Brady". Este recado foi transmitido aos países desenvolvidos no último dia 12 de maio, quando foi encaminhado aos governos destes países o documento elaborado pelo G-8 no final do mês passado, em Brasília. O objetivo dos ministros da Economia do G-8 é evitar que aconteça com os programas de redução da dívida o que vem ocorrendo com os empréstimos do BIRD (Banco Mundial), que estão sendo suspensos por questões ambientais. No documento, o G-8 recusa não só cláusulas de preservação do meio ambiente, mas qualquer outro tipo de condição que não seja econômica. "É importante assinalar que carece de fundamento a inclusão de condições extra-econômicas no financiamento de programas de ajustamento, particularmente as relacionadas com a preservação do meio ambiente", diz o documento. No "menu" idealizado pelo G-8, além dos já previstos mecanismos de recompra e de troca de títulos incorporando deságios e redução nas taxas de juros, se tem como alvo os bancos credores. A proposta é de que sejam modificados os regulamentos bancários de forma a estimular as instituições que participarem dos programas de estabilização e, ao mesmo tempo, penalizar as que não aderirem (FSP) (JB).