Os cerca de 500 mil metalúrgicos de São Paulo, Osasco e Guarulhos obtiveram ontem da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) a proposta de reposição de perdas de 21,74% sobre os salários de 31 de abril. Se a esse índice for acrescentado mais 15% que a FIESP recomendou às empresas pagar em março, a reposição alcança 40% sobre os salários de 31 de janeiro. Além disso, a FIESP se propôs, também, a voltar a negociar dentro de 60 dias, caso a nova política salarial não solucione o problema das reposições das perdas pela inflação. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Luiz Antônio de Medeiros, considerou a proposta "razoável", mas concluiu que os 40% representam o "mínimo" (JB).