A explosão que destruiu no último dia dois o Memorial 9 de Novembro, em Volta Redonda (RJ), foi provocada por três bombas que continham entre cinco e 10 quilos do explosivo plástico "plastex", produzido pela fábrica Presidente Vargas, da IMBEL (Indústria de Material Bélico), localizada em Lorena (SP). A conclusão consta do laudo elaborado pelos peritos da Secretaria de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, divulgado ontem. Os peritos sugerem ao delegado Paulo Paciello-- presidente do inquérito que investiga a explosão-- que peça à IMBEL a lista de empresas que compram este tipo de explosivo. Segundo eles, é "praticamente impossível" que o desvio do "plastex" tenha ocorrido na IMBEL. A quarta bomba-- que os peritos chamam de "carga explosiva"-- continha 6.939 quilos de "plastex" e, na opinião dos peritos, foi colocada para não explodir. O laudo afirma que pelo menos três pessoas participaram da colocação das cargas explosivas no monumento, em um trabalho que não durou menos de 10 minutos. Segundo eles, outras pessoas "devem ter sido utilizadas como vigias e seguranças". O laudo concluiu, também, que as cargas explosivas foram acionadas por "processo pirotécnico", descartando as hipóteses de acionamento mecânico, elétrico ou químico. A linha do cordel detonante tinha largura suficiente para permitir aos autores da explosão a fuga "com segurança do local" (FSP).