O Brasil teria economizado US$123 bilhões nos últimos 11 anos se a dívida externa fosse em francos suíços. O cálculo é de Fernando Sefton, diretor de Operações Internacionis do BANESPA (Banco do Estado de São Paulo). Baseado em um estudo do comportamento das taxas de juros internacionais, ele propõe a denominação da dívida externa brasileira em francos suíços. Ou seja, em vez de o país dever em dólares norte- americanos deveria na moeda suíça. A razão apresentada pelo banqueiro para essa mudança é simples: o juro médio anual cobrado em francos suíços foi de 4,72%, de 1978 a 1988. No mesmo período, o juro médio do dólar foi de 10,74%. Como o juro em dólar foi maior nos últimos 11 anos, o país pagou US$98,223 bilhões nesse período. Se a dívida fosse em francos suíços, teria pago apenas US$25,979 bilhões. O valor atual da dívida seria de US$63,337 bilhões, e não de US$114,941 bilhões. Ele admite, entretanto, que seus cálculos foram feitos sobre o valor total da dívida, e isso gera um certo desvio. "Proponho a denominação em francos apenas para a dívida do governo". "As empresas privadas com dívida externa continuariam administrando como desejassem suas carteiras", explicou ele (FSP).