O CNP (Conselho Nacional do Petróleo) já autorizou a PETROBRÁS, em caso de agravamento da crise de abastecimento de álcool, a utilizar o estoque mínimo operacional. A prioridade no abastecimento até a entrada da nova safra serão os grandes centros consumidores. Além disso, a partir de junho a PETROBRÁS passará a transferir parte de seu estoque da região sul para o norte e nordeste. Para a garantia do abastecimento do álcool a médio e longo prazos, o plano que o CNP está sugerindo prevê que os produtores de cana dêem prioridade ao álcool em detrimento do açúcar e que a produção volte a ser estimulada. Como não há dinheiro do orçamento de crédito, o CNP está propondo que possam ser concedidos financiamentos para investimentos através da caderneta de poupança rural. O objetivo é ocupar toda a capacidade instalada das destilarias que hoje é de 16,3 bilhões de litros por safra. A produção, entretanto, é de 13,2 bilhões de litros. O CNP quer ainda que, quando for detectado qualquer novo problema no abastecimento do álcool, sejam suspensas as exportações de açúcar e do álcool. Do lado do consumo, o CNP está propondo que o governo adote uma política inversa da de 10 anos atrás: a implantação de um programa que favoreça progressivamente as vendas de carros a gasolina. Atualmente, 76,4% da frota nacional é movida a álcool. O objetivo do CNP é equilibrar esta relação de forma que a metade da frota seja movida a álcool e o restante à gasolina (FSP).