PETROLEIRO QUER PUNIÇÃO REVISTA

Os 484 empregados da PETROBRÁS de São José dos Campos (SP), em greve há 18 dias, vão tentar renegociar no próximo dia 15 com a direção da Refinaria Vale do Paraíba (REVAP) a readmissão dos 14 grevistas demitidos por justa causa, além de suspensões de cinco a dez dias e 14 advertências por escrito. Caso a REVAP não reveja as punições, os petroleiros prometem pedir demissão coletiva. O Sinpetro de São José dos Campos tem 484 cartas de demissão assinadas pelos grevistas e ameaça protocolá-las, junto ao Ministério do Trabalho, caso as demissões não sejam revistas. No Rio de Janeiro, também no dia 15, dirigentes de 17 sindicatos de petroleiros de todo o país deverão reunir-se para analisar a greve em São José dos Campos. Eles também ameaçam a PETROBRÁS caso as punições não sejam revistas e prometem paralisar todas as refinarias do país. Os petroleiros da REVAP estão em greve reivindicando a jornada de seis horas por turno ininterrupto de trabalho-- como determina a Constituição-- "sem perdas salariais" e outros benefícios. A REVAP implantou o turno de seis horas, mas cortou o adicional de 32,5% sobre os salários, refeições gratuitas e outras regalias (JC).