O Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) pagou 475% a mais (quase seis vezes) pela compra de Obrigações da ELETROBRÁS, papéis que rendiam juros de 6% acima da inflação, causando um prejuízo estimado hoje em NCz$4,5 milhões. Os papéis foram comprados em 31 de agosto de 1988 pelo IPC por cerca de Cz$1,3 bilhão, numa venda feita pela Fundação de Seguridade Social de Minas Gerais (Fundasemg). Mas, segundo laudo encomendado pelo próprio deputado Gustavo de Faria (PMDB/RJ), ex- presidente do IPC, os papéis não valiam à época mais que Cz$243 milhões. Está aí a diferença de 475% (FSP).