O superintendente de geração termonuclear de FURNAS- Centrais Elétricas, Sérgio Guimarães, informou que ocorreu um acidente de trabalho na sala de calibragem de instrumentos de monitoração de radiação da usina Angra I, no qual dois funcionários foram contaminados por radioatividade ("césio-37"). Segundo ele, um deles, o técnico em mecânica Alexandre Silva Trindade, ao desobedecer às normas para manipulação do "césio-37 (metal líquido usado como fonte de radiação para calibrar instrumentos)", cometeu três erros: pegou o frasco que o continha de cabeça para baixo; retirou-o do castelo-de-chumbo (atenua a radiação); e usou a mão, em vez da garra de aço. Sérgio Guimarães explicou que a Comissão de Energia Nuclear definiu que a dose máxima para contaminação nas extremidades dos pés e das mãos é, por ano, de 75 REM ("Roetgen Equivalent Men"). Alexandre foi contaminado por 2 REM, o outro por 0,5 REM. A usina está parada desde janeiro, para recarregamento de combustível do reator, e só voltará a operar em maio (JB) (O Globo) (FSP).