O presidente José Sarney, ao inaugurar ontem o Hospital Marly Sarney, em Picuí (PB), conclamou a população a lutar contra a onda de violência para garantir o processo de transição democrática. "Queremos soluções pacíficas e de diálogo para resolver as divergências". "Todo brasileiro de qualquer partido deve discernir a violência para não marchar para os caminhos do terrorismo", disse ele. O presidente José Sarney disse, ainda, em discurso para cerca de cinco mil pessoas naquela cidade, que "podem atacar o presidente da República, o que não podem atacar é o Brasil". Não podemos acatar passivamente a violência através de bombas,
21550 assaltos, assassinatos e todo tipo de insegurança, acrescentou ele. O presidente da República disse que o governo não vai adotar outras medidas para conter as greves: "O Congresso sabe que a medida provisória não tem caráter político, mas é um desejo de tranquilizar a sociedade brasileira" (FSP).