O presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, defendeu ontem a definição de uma política salarial para recompor as perdas dos trabalhadores e dar a eles condições de que não
21535 haja perdas futuras. A nova política, segundo Mário Amato, deve fazer parte de um "programa mínimo de união nacional" a ser negociado entre empresários, trabalhadores e candidatos à Presidência da República para evitar a onda de greves e permitir que o país chegue às eleições "com tranquilidade e algum resultado". O presidente da FIESP propôs três itens para a reorganização da economia a curto prazo: nova indexação, realinhamento de preços e salários e maior eficiência fiscal, mesmo com aumento de impostos, para controlar o déficit público. Mário Amato disse que o programa mínimo ("não é pacto", afirmou) deve incluir um acordo entre o Executivo e o Legislativo para que "um não vete o que o outro fez". Quanto às tensões trabalhistas, disse: "Nós que representamos a maioria do PIB (Produto Interno Bruto), temos que fazer um acordo com o trabalho" (FSP).