PETROBRÁS ADIA PAGAMENTO DE FATURAS

A PETROBRÁS está enfrentando a maior crise financeira de sua história com o déficit de caixa acarretado pelo congelamento de preços e aumento simultâneo das cotações do petróleo no mercado internacional. Tal situação levou a empresa a adiar por 15 dias o pagamento de faturas equivalentes a US$225 milhões, reduzir os estoques de petróleo e deixar de recolher às empresas distribuidoras um total de US$50 milhões mensais pela venda do álcool. Para piorar a situação, a estatal vem perdendo as linhas de crédito a curto prazo no exterior destinadas às importações de petróleo, pois os banqueiros tendem a remanejar os créditos para os clientes que oferecem maior remuneração no país. O superintendente financeiro da PETROBRÁS, Nelson Lacerda, informou que uma das formas para compensar o déficit de caixa, da ordem de US$500 milhões acumulados desde o congelamento dos preços, seria captar recursos no mercado externo para financiamento das importações de petróleo, mas tais créditos vêm sendo reduzidos gradativamente. A atual linha de crédito da PETROBRÁS atende apenas às importações de petróleo de um semestre, pois a empresa tem um dispêndio anual de US$4 bilhões, sendo obrigada a "rolar" a dívida semestralmente (JB).