PRESIDENTE DA CUT REAFIRMA CRÍTICAS E ADMITE GREVE

Se houver necessidade de uma nova greve geral e se for esta a vontade dos
21398 trabalhadores, nós a convocaremos. A afirmação foi feita ontem, em São Paulo, pelo presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli. Assistido pelo advogado Mário Thomaz Bastos, ex-presidente do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), o sindicalista reiterou, em depoimento na Polícia Federal, suas críticas à medida provisória no. 50, que regulamenta a lei de greve, afirmando que ela "não vai ser acatada". Ele disse que, além de inconstitucional, a legislação é impraticável. O delegado Jaime Petra Filho, encarregado de ouvir o depoimento, afirmou que o presidente da CUT foi ouvido só para confirmar ou não as declarações a ele atribuídas. "Trata-se de uma investigação policial preliminar, e não um inquérito policial", afirmou o delegado (FSP).