Cinco movimentos pastorais católicos (ACR-- Animação dos Cristãos do Meio Rural; ACO-- Ação Católica Operária; JOC-- Juventude Operária Católica; CPT-- Comissão Pastoral da Terra; CPO-- Comissão Pastoral Operária), que atuam entre os trabalhadores rurais e urbanos, divulgaram ontem, durante a 24a. Assembléia-Geral da CNBB, documento demonstrando preocupação com a presença no Brasil da Central Latino-Americana de Trabalhadores (CLAT), ligada à Confederação Mundial dos Trabalhadores (CMT), entidade democrata-cristã sediada em Bruxelas, Bélgica. O documento afirma que a CLAT, sediada em Caracas, Venezuela, decidiu criar, em conferência realizada no Rio de Janeiro, em dezembro último, a CAT (Coordenação Autônoma dos Trabalhadores), "para atuar em bloco, como tendência, dentro das duas principais centrais sindicais existentes no Brasil (CUT e CGT), com ênfase especial à CUT". Afirmando "que não queremos nenhum tipo de processo inquisitório nem julgar intenções pessoais", as cinco entidades reconhecem o direito de qualquer tendência sindical Implantar-se e crescer no Brasil". Defendem, porém, a implantação de "um movimento sindical unitário" no país. Depois de analisar a história da atuação da CLAT no Brasil, desde antes de 1964, o documento comenta os "objetivos, práticas e perspectivas ideológicas" dessa central, suas "táticas de ação" e "a história da presença dos cristãos no movimento sindical brasileiro" (o jornal não informou o conteúdo das análises). O documento critica o convite feito no ano passado, pelo Vaticano, a Tibor Sulik, assessor do cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eugênio Salles, para participar, representando a CLAT, como auditor do Sínodo dos Bispos sobre o Concílio Vaticano II. A CLAT atua no Brasil através do IPROS (Instituto de Promoção Social), com sede em São Paulo (FSP).