Não vou depor na Polícia Federal. Foi o que afirmou ontem, em Brasília, o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli. Ele referia-se à intimação que receberá hoje da PF, a pedido do ministro da Justiça, Oscar Dias Corrêa, para que explique suas declarações contrárias à medida provisória no. 50, que regulamenta o direito de greve e determina medidas punitivas contra aqueles que não a cumprirem. O líder sindical considera injusto que apenas ele receba a intimação, quando o presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, já disse que não apóia as medidas provisórias do presidente José Sarney. "O Amato foi aos jornais falando que era contra e não foi intimado". "O general Newton Cruz disse que aplaudia o atentado contra o memorial em homenagem aos trabalhadores mortos em Volta Redonda, demonstrando seu total apoio a um ato terrorista, e nem o ministro da Justiça ou a PF pretendem intimá-lo". "Por que intimar só a mim?", indagou o presidente da CUT (JB).