Nenhum funcionário do Banco Central ou do Banco do Brasil foi demitido ontem, apesar das ameaças das duas instituições de dispensar todos que não retornassem ao trabalho. Ontem, em Brasília, onde o movimento está mais forte, o ambiente era de calma. Os funcionários do BC decidiram, no final da tarde, formar comissões de cinco trabalhadores para garantir o funcionamento dos setores essenciais do banco, em obediência à medida provisória no. 50, que regulamente o direito de greve. A paralisação e o dissídio do BC serão julgados amanhã pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho). No BB, 1.174 funcionários estão sendo convocados em todos os estados para reassumirem suas funções nas áreas de compensação de cheques e serviço de processamento de dados ligados à compensação. A CEF (Caixa Econômica Federal) também continua parada. As assembléias realizadas em todo o país decidiram pela manutenção da greve, até o julgamento do TST, hoje (O ESP).