Exatamente três anos depois de ter entrado em falência, em maio de 1986, o Estaleiro Emaq Engenharia e Máquinas S/A, do Rio de Janeiro, passou, ontem, ao regime de concordata suspensiva. A 4a. Câmara Cível do Tribunal de Justiça, através da desembargadora Áurea Pimentel Pereira, concedeu o levantamento da falência. Com isso a situação do Emaq começa a ser regularizada e o BANERJ (Banco do Estado do Rio de Janeiro), que era o síndico da massa falida, passa a administração da empresa a seus acionistas. A previsão do advogado Sérgio Bermudes, que representou o estaleiro, é de que a empresa volte a operar normalmente, com a possibilidade de contratar cerca de 1,5 mil empregados. O Emaq faliu em 1986 depois que seus credores já tinham depositado 14 pedidos de falência na Justiça. A dívida da empresa, na época, chegava a US$200 milhões, dos quais US$60 milhões em compromissos bancários, fiscais e trabalhistas, US$80 milhões decorrentes da resolução 6.043 da SUNAMAM (Superintendência Nacional da Marinha Mercante) e US$60 milhões relativos a recursos necessários para concluir 10 navios em fase de construção. A suspensão da falência também cria a possibilidade de venda do Estaleiro Emaq (JB).