O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli, recebe hoje uma intimação para depor na Polícia Federal a respeito das declarações que tem feito sobre a medida provisória no. 50, que institui a lei de greve. Caso confirme sua disposição em pregar o descumprimento da medida, Jair Meneghelli será indiciado em processo penal, ficando sujeito a uma pena de um a seis meses de reclusão, segundo afirmou o ministro da Justiça, Oscar Dias Corrêa. O presidente da CUT disse que a PF deveria procurar ouvir quem editou a medida provisória, e não ele, "que defende os interesses dos trabalhadores". "A medida é um atentado contra a vontade popular, expressa na Constituição", afirmou. Para ele, os trabalhadores têm também o direito de lutar para impedir a aprovação da medida pelo Congresso Nacional (FSP).