PARA FIESP MEDIDAS PROVISÓRIAS REEDITAM "TERROR"

A pena de prisão prevista nas medidas provisórias nos. 50 e 52-- que restringem o direito de greve e punem os crimes contra economia popular-- são arbitrárias, violentas e representam "uma volta ao regime de terror". A declaração foi feita ontem pelo presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato. Ele afirmou também que embora o ministro Maílson da Nóbrega (Fazenda) "mereça confiança, ficou com poderes absolutos, o que não condiz com a democracia". Um dos problemas da medida provisória no. 52 detectados pela FIESP foi a instituição "do controle de preços como um instrumento da política econômica em planos de estabilização, o que é uma novidade inadequada à realidade", segundo Walter Sacca, diretor do Departamento de Economia da FIESP. Ele também destacou o caráter arbitrário da medida, que "viola os princípios da economia de mercado", ao prever punições à decisão do empresário em alterar níveis e linhas de produção ou mudar a alocação de despesas e por não definir os critérios que regem a escolha de setores cujos preços devam ser controlados (FSP).