EUA RECONHECEM QUE "PLANO BRADY" NÃO REDUZIRÁ DÍVIDA

O governo norte-americano reconheceu ontem que os países devedores da América Latina e seus bancos credores ainda estão longe de um acordo que possibilite reduzir a dívida externa, como proposto pelo secretário do Tesouro Nicholas Brady, há quase três meses. "Acho que nenhuma das partes que ir muito além de ver terra firme", comentou o sub-secretário do Tesouro, David Mulford, ao falar a executivos de multinacionais que operam na América Latina, em almoço no Departamento de Estado, em Washington. Falando à mesma platéia, o ministro das Finanças do México, Pedro Aspe, disse que a falta de acordo é culpa dos credores. E advertiu que, se os países industrializados não fizerem sua parte rapidamente, a crise econômica do México, e de toda a região, será prolongada e afetará os interesses dos próprios credores. Quanto aos novos fluxos de capital para os países endividados, o subsecretário do Tesouro dos EUA disse que o melhor caminho hoje é o da troca de parte da dívida por investimentos nesses países (O Globo).