Cerca de 10 mil pessoas participaram ontem, em Volta Redonda (RJ), das comemorações do 1o. de Maio. Na praça onde foi realizada a manifestação, rebatizada ontem com o nome de José Juarez Antunes, ex-prefeito de Volta Redonda e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, morto há três meses em acidente de carro, foi inaugurado um monumento projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer em homenagem aos três metalúrgicos da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) mortos em novembro, durante conflito com militares do Exército e Polícia Militar. Participaram do ato o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli, e o ex- secretário-geral do PCB, Luís Carlos Prestes. Em Sapiranga, município da região metropolitana de Porto Alegre (RS), cerca de 40 mil pessoas participaram da romaria do trabalhador. Em São Paulo, cerca de cinco mil pessoas fizeram um ato público na Praça da Sé, na região central da capital paulista. A manifestação foi organizada pela CUT, e teve como principal destaque o presidenciável Luís Inácio da Silva (PT). "Lula" disse que o 1o. de Maio deste ano deveria ser de festa devido a promulgação da nova Carta, mas deixou de ser por causa da decretação, pelo presidente José Sarney, da medida provisória contrária aos trabalhadores que regulamentou o direito de greve. Ele atribuiu a onda de greves no país "ao excesso de irresponsabilidade do governo". Em Praia Grande (SP), a CGT (Central Geral dos Trabalhadores) cancelou as comemorações do 1o. de Maio temendo incidentes entre facções rivais. Em Teresina (PI), cerca de mil pessoas participaram de uma passeata contra o novo salário-mínimo e a política econômica do governo federal. A passeata contou com a participação de 200 aposentados (FSP) (O Globo) (JB).