O presidente da Federação dos Metalúrgicos de São Paulo, Argeu Egydio dos Santos, disse ontem, que o ex-presidente da CGT (Central Geral dos Trabalhadores), Joaquim dos Santos Andrade, o "Joaquinzão", tem o apoio de algumas federações paulistas de trabalhadores para tentar organizar uma nova central sindical. Ubiraci Dantas de Oliveira, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e do MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), disse que esta possibilidade deve ser discutida. Essa hipótese foi descartada pelo presidente do Sindicato, Luiz Antônio de Medeiros: Ninguém deve sair da CGT. Ele afirmou que dará apoio "crítico" à nova direção da CGT, presidida por Antônio Rogério Magri. Segundo Medeiros, Magri foi mais competente na disputa e amarrou o esquema dele com as
21293 confederações. Ele disse, ainda, que seu nome, tido como de consenso para presidir a CGT, foi vetado pelas confederações. O primeiro vice-presidente eleito da CGT, José Calisto Ramos, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), disse que "Joaquinzão" tem o apoio de sete federações paulistas para fundar a Central Sindical Unitária. Calisto não crê na possibilidade de uma nova central sindical (FSP).