Uma em cada cinco pessoas economicamente ativas do Grande Rio-- mais de 900 mil pessoas-- trabalha 49 horas ou mais por semana, o que equivale, praticamente, a 10 horas em média por dia, de segunda a sexta-feira. Esse e outros dados revelados pela PNAD (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), demonstram que o morador da área metropolitana do Rio de Janeiro, de modo geral, trabalha cada vez mais porque é muito mal remunerado. De acordo com os dados do PNAD, quase metade das pessoas ocupadas hoje no Grande Rio não ganha mais de dois salários-mínimos. Pior: cinco em cada 100 moradores da região recebem meio salário-mínimo ou menos, e quase 20% do total-- uma em cada cinco pessoas-- ganham mais de meio até, no máximo, um salário- mínimo. Uma fração maior-- 24% da população-- percebe mais de um até dois salários, enquanto a faixa isoladamente mais expressiva, em termos de rendimento mensal, é a de mais de dois até cinco salários-mínimos: 29,09%. Quase 80%, ou seja, em torno de 3 milhões 500 mil pessoas, percebem no Grande Rio desde menos de meio salário-mínimo, até, no máximo, cinco salários-mínimos. De acordo com a PNAD do IBGE, os número se afunilam nas faixas maiores: pouco mais de 11% para a faixa de mais de cinco até 10 salários, em torno de 6% para o contigente de mais de 10 até 20 salários, e finalmente os privilegiados do topo da lista: não chegam a 3%-- 126.061-- de um total de 4 milhões 385 mil 134 declarantes, que têm rendimentos efetivos, as pessoas que ganham mais de 20 salários- mínimos. Estes, representam três em cada 100 moradores da região metropolitana do Rio de Janeiro (JB).