O presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo, Antônio Rogério Magri é, desde ontem, o novo presidente da CGT (Central Geral dos Trabalhadores), após vencer as eleições no congresso da entidade realizado em Praia Grande (SP). A vitória de Magri na disputa pela executiva nacional da CGT consumou o processo de divisão política da entidade. A chapa de Magri-- que também era diretor de Relações Internacionais da CGT-- foi a única inscrita. O ex- presidente da CGT, Joaquim dos Santos Andrade, o "Joaquinzão", não aceitou fazer parte da chapa única encabeçada por Magri e, em sinal de protesto, se retirou do plenário após a votação. Antônio Rogério Magri disse que a próxima executiva da entidade terá que ser composta por nomes tirados a partir do movimento sindical e não de partidos e facções políticas. "Não vamos lotear os cargos da CGT entre partidos". "Nossa grande bandeira é recuperar a dignidade e a credibilidade da CGT", afirmou o sindicalista. Ao deixar o plenário, "Joaquinzão" afirmou que irá pedir uma reunião da executiva para convocar um novo congresso. Ele disse não ter aceito um cargo na executiva de Magri "porque não faço jogo de grupos, e meus companheiros fazem sérias restrições ao companheiro que encabeça a chapa única". Do novo congresso que "Joaquinzão" pretende convocar poderá nascer uma nova central sindical (FSP) (O Globo).