A realização de um plebiscito no Brasil para que as mulheres possam se manifestar sobre a discriminalização do aborto foi a proposta feita anteontem pelo secretário de Estado da Saúde de São Paulo, José Aristodemo Pinotti, durante debate promovido pela Associação Paulista de Medicina (APM). O secretário afirmou que é "hipocrisia" ignorar que de três a cinco milhões de abortos são feitos voluntariamente no Brasil todos os anos, causando uma média de 500 mil mortes, conforme dados da OMS (Organização Mundial de Saúde). Segundo ele, a ilegalidade desta prática, muitas vezes feitas em condições precárias (em que se usa de agulha de tricô a óleo de mamona), tem trazido muitos riscos à saúde da mulher, como a esterilidade definitiva (FSP).