O governo já decidiu o aumento das alíquotas de contribuição previdenciárias, tanto de trabalhadores como de empresas e para isso envia, em maio, projeto de lei ao Congresso Nacional. Essa é a única saída que os Ministérios da Fazenda e do Planejamento encontraram para evitar o déficit da Previdência, que oscila entre NCz$8,8 bilhões a NCz$11 bilhões. Além disso, essa medida é considerada essencial para a contenção do déficit público e do fechamento das negociações com o FMI (Fundo Monetário Internacional). Elevar de 17,5% para 20% ou 25% a contribuição de empresas e simultaneamente promover um aumento médio de 10% nos percentuais incidentes sobre os salários dos trabalhadores são as hipóteses em estudo no governo, apesar dessa medida ser considerada "politicamente inoportuna e financeiramente pouco eficaz". Isso porque geraria acréscimo de apenas NCz$1 bilhão na receita. O aumento da contribuição das empresas geraria um crescimento de 16% na arrecadação anual, o que representa algo em torno de NCz$600 milhões a NCz$700 milhões; já a elevação da alíquota de contribuição dos trabalhadores geraria uma receita de NCz$400 milhões, o que representaria aumento de 6% na receita anual. Esta arrecadação só deverá entrar nos cofres previdenciários a partir de setembro (O Globo).